MEMBRANAS CELULARES

17/01/2020

Membranas Celulares

Bicamada lipídica, composição e funções

Quando falamos de membranas celulares não estamos nos referindo apenas à membrana plasmática, mas todas as estruturas celulares envoltas por membranas como as organelas. De qualquer maneira, todas são mediadores entre o meio externo e o meio interno. Graças a sua composição e seletividade podem proporcionar compartimentos químicos próprios no meio interno, diferentes daqueles no meio extra celular. Também atuam como captadores de sinais extracelular, fazendo o reconhecimento e comunicação entre células. Sua flexibilidade possibilita mudanças na forma e locomoção das células.

BICAMADA LIPÍDICA

Lipídios anfipáticos (moléculas que apresentam estruturas hidrofílicas e hidrofóbicas) em meio aquoso se organizam espontaneamente ao ponto que sua parte polar (hidrofílica) fica apontada em direção a água, e a parte apolar (hidrofóbica) se liga a parte apolar de um outro lipídio. Dessa maneira, forma-se uma camada dupla de lipídios que delimita a célula. Esses lipídios possuem mais de 1 carbono em sua molécula, e são todos anfipáticos, por isso encontraremos os fosfolipídios que são os mais abundantes em eucariotos superiores, em segundo lugar o colesterol e glicolipídios.


PROTEÍNAS DE MEMBRANA

A bicamada lipídica não é feita só de lipídios, estão emaranhadas proteínas que exercem papéis fundamentais. Essas proteínas são classificadas como integrais e periféricas.

Proteínas integrais atravessam toda a bicamada lipídica pois possuem moléculas anfipáticas assim como os lipídios, permitindo contato com o lado de dentro da célula e ao mesmo tempo contato com o meio de fora da célula. Por conta disso, em sua maioria são proteínas de transporte. Transportam solutos polares que não podem atravessar a membrana sem auxílio por serem hidrofílicas (lembrando que o meio da membrana é hidrofóbico).

Proteínas periféricas atuam como âncoras, capazes de ligar-se a hormônios e outros tipos de sinais extracelulares. Também podem se ligar e desprender da membrana pois exercem funções temporárias em algumas situações. Veja:

As glicoproteínas e glicolipídios são mediadores de comunicação entre células, sendo reconhecidos por proteínas que se ligam especificamente nestes carboidratos em inúmeros processos importantes. Por exemplo:

O óvulo contém uma glicoproteína na superfície que é reconhecida apenas por espermatozoides da mesma espécie.

Agentes antigênicos são estes carboidratos (com algumas especificidades), responsáveis pelo reconhecimento da célula pelo sistema imunitário (caso do sistema ABO).

A ligação de um determinado oligossacarídeo a uma proteína recém-sintetizada define qual será o seu destino: uma organela intracelular, a membrana plasmática ou a exportação para fora da célula.


REFERÊNCIA:

- Anita Marzzoco: Bioquímica Básica 4°edição;

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